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‘History’ estreia série sobre construção de Brasília e UDN vira alvo

Em vídeos divulgados no site da produção, primeiro episódio contou com a apresentação de um personagem que é fã de Carlos Lacerda e da UDN, mas corrupto: coincidência?

- Publicado no dia
Crédito: Luciana Melo/Divulgação

O History, canal por assinatura dedicado a assuntos ligados à história e cultura, iniciou no último sábado (21) a transmissão de sua mais nova série brasileira. Dedicada a retratar a construção de Brasília, a produção – batizada de “Mil Dias”, em referência ao tempo de construção da capital – mescla cenas de dramatização com depoimentos de especialistas.

A série, no entanto, já estreou repleta de referências críticas à União Democrática Nacional (UDN), principal partido de direita do período compreendido como “República Nova” (1946-1964). Muitos dos quadros da UDN defendiam ideias liberais ou conservadoras e parte deles era crítica à necessidade ou conveniência de se erguer uma nova capital naquele momento do país.

Em uma cena, um dos personagens narra os acontecimentos que precederam a construção de Brasíia: “Juscelino foi eleito presidente em outubro de 1955. Mas a oposição, a UDN, não se conformou com a derrota.”


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Uma especialista, então, entra em cena para explicar o que seria o contexto e o papel de Carlos Lacerda, liderança da UDN e dono do jornal Tribuna na Imprensa, diante daqueles fatos políticos.

“Ótimo polemista, mas não tinha nenhum escrúpulo. Enfrentar Carlos Lacerda significava enfrentar um jornalista com uma arma poderosa, com um canhão na mão”, acusou. [1]

Em outra cena, um dos personagens de uma repartição no Rio que seria envolvida na construção de Brasília é caracterizado por admirar Lacerda e a UDN – e também por ser um corrupto. “Você está diante do mais novo colaborador da Tribuna da Imprensa. Estou falando com o Lacerda assim, ó”, diz o vilão, contando vantagem por publicar um artigo no jornal de Lacerda e por ter proximidade com o político.

Heitor, o protagonista, simpático à construção de Brasília, narra o personagem Técio em seguida: “Ele é um carreirista. Udenista roxo. E aspirante a jornalista. Além de ser um corrupto de carteirinha”. Coincidência?

Dentre os patrocinadores da produção, estão o BNDES, Kubitschek Plaza, Plaza Brasília Hotéis, Fecomercio, Sesc e Senac. [2]

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