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Painel sobre caminhos da América Latina abriu o 31º Fórum da Liberdade

Debate entre Miguel Otero, Carlos Mesa e Ricardo Gomes promoveu uma reflexão sobre a onda de populismo e suas consequências no Brasil, Bolívia e Venezuela
(Foto: Divulgação / Fernando Conrado)
(Foto: Divulgação / Fernando Conrado)
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A 31ª edição do Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais no Centro de Eventos da PUCRS, trouxe como tema de seu primeiro debate “Um novo trajeto para a América Latina”. Com mediação de Pedro De Cesaro, diretor de Relações Institucionais do IEE, o painel teve a participação de Miguel Otero, CEO do jornal venezuelano El Nacional, Carlos Mesa, ex-presidente da Bolívia, e Ricardo Gomes, vereador de Porto Alegre e ex-presidente do IEE.

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O painel iniciou com uma reflexão sobre a história do país, feita por De Cesaro. Em seguida, Ricardo Gomes resumiu a situação política nacional e fez um panorama que dividiu em três ondas: ética, democrática e econômica. “A história do Brasil parece repetir a história do continente. A mesma que nós ignoramos. E vemos isso através do Mercosul. Ele é uma fantasia, que deu-se a partir de uma certa abertura econômica”, afirmou.  Já o CEO do Jornal venezuelano El Nacional, Miguel Otero, trouxe um relato sobre a situação atual da Venezuela e falou de um dos perigos que ele considera o grande fantasma desta época: o populismo.

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“Chaves se mostrou um líder carismático. Quando chegou ao poder, virou autoritário e impôs um modelo econômico bizarro, que anula as instituições e consolida a ditadura”, disse. O empresário, que vive em regime de exílio em Madri desde 2015, afirmou ainda que espera anunciar a liberdade do seu país. “Eu, como dono de jornal, tenho certeza de que ainda vou anunciar que a Venezuela saiu dessa”, afirmou Otero, que também foi homenageado no Prêmio Liberdade de Imprensa, reconhecimento conferido aos profissionais que preconizam a liberdade de imprensa e que se dedicam ao desenvolvimento do pensamento crítico.

Já para Carlos Mesa, ex-presidente da Bolívia, o gargalo está em um grande estado imperial, com poder e grande autoritarismo. “A realidade latino-americana é complexa porque os dois países mais importantes da região – México e Brasil – propõem grandes questionamentos, de diversos tipos”, ressaltou. Mesa afirmou ainda que os brasileiros têm tendência a olhar para o mundo, mas não percebem o peso que possuem na América Latina. “O que vocês fazem, bem ou mal, afeta o conjunto da região”, concluiu.

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