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Conduta da polícia derrota narrativa do lulismo, diz Carlos Góes

Na análise do mestre em economia e bacharel em relações internacionais, a postura cautelosa das forças de segurança prejudica a narrativa do PT

- Publicado no dia
Lula no Sindicato dos Metalúrgicos (Foto: Reprodução / Jacobina Notícias)

Mestre em economia internacional e bacharel em relações internacionais, o pesquisador-licenciado do Instituto Mercado Popular, Carlos Góes, se manifestou neste sábado (7) sobre as circunstâncias que cercaram a prisão do ex-presidente Lula. Para ele, a polêmica relativa ao modo por que as forças de segurança executaram a decisão do juiz Sérgio Moro foi, na verdade, uma “forte derrota pra narrativa do lulismo”.

Para Góes, “a deferência e a tolerância do aparato de segurança ao presidente Lula é a mais recente prova de que a narrativa de estado de exceção não tem o menor cabimento”, afinal nenhum regime autoritário e ditatorial se prestaria a negociar com um condenado para evitar vítimas. Ainda na sua visão, embora a militância petista não tenha interesse em ver isso, as “mentes e corações do centro, que comporta a maioria dos brasileiros”, serão atingidas por essa percepção.

“Se a cena fosse de uma PF violenta batendo em militantes e tirando Lula à força de seu sindicato, a opinião pública poderia mudar – como mudou em 2013 contra a polícia”, avalia Góes. Como, ao contrário, há “uma militância raivosa, violentando a residência de Carmen Lúcia, deixando opositores com traumatismo craniano” e “ataques indiscriminados contra jornalistas”, além de incitações à violência por parte do próprio Lula, a situação pesará politicamente contra o ex-presidente e seu campo partidário e ideológico.

Confira a íntegra da análise:


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