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Sob ataque, Luciano Ayan rebate matéria de ‘O Globo’ contra seu site e o MBL

Analista político dono do site 'Ceticismo Político' comentou um desabafo feito por uma desembargadora em seu perfil pessoal no Facebook e foi acusado de 'disseminar fake news' pelo principal jornal do Rio de Janeiro
Reportagem do jornal ‘O Globo’ destaca matérias do MBL e do site ‘Ceticismo Político’ (Foto: Reprodução)

O analista político Luciano Ayan, dono do site Ceticismo Político, deu sua versão dos fatos em relação à reportagem do jornal O Globo publicada nesta sexta-feira (23) que o associou, conjuntamente com o MBL, à disseminação de notícias falsas.

Com base em dados supostamente colhidos por um núcleo ligado à Universidade Federal do Espírito Santo, O Globo afirmou que uma análise publicada em Ceticismo Político tornou-se “o primeiro lugar entre as publicações que abordaram o boato de ligação de Marielle Franco com o crime organizado”. Com o título de “Rastros de Ódio”, o jornal também relatou que o MBL ajudou a disseminar a publicação. [1]

A análise publicada pelo site Ceticismo Político, porém, não foi quem primeiro divulgou a informação. Tratou-se de uma repercussão de um comentário atribuído a uma desembargadora do Rio de Janeiro. “O que o texto do Ceticismo Político deixou subentendido (e com razão) é que havia narrativa completamente fantasiosa adotada por membros do PSOL e seus adeptos de que Marielle havia sido vítima de ‘crime político’. Para que essa narrativa fosse adotada como fato, ela não poderia ser contestada e todos deveriam acreditar na alegação (sem provas) de que o crime teve motivação política”, escreveu Ayan.





Segundo ele, “a desembargadora quebrou essa narrativa ao dizer que Marielle era ‘cadáver comum'”, mas acabou apelando para “mesmo recurso de vários integrantes do PSOL: usar afirmações para as quais não tinha provas”. Ayan afirmou ainda: “Por isso, [a desembargadora] Marília está sendo covardemente perseguida até hoje, de forma desproporcional e cruel, quando no máximo poderia ser refutada.”

Respostas à indagação de ‘O Globo’

Para Luciano Ayan, em texto publicado ainda na noite desta quinta-feira (22) em seu site, o jornal O Globo interpretou erroneamente o título do artigo viralizado “Desembargadora quebra narrativa do PSOL e diz que Marielle se envolvia com bandidos e é ‘cadáver comum'”. “Todo jornalista que tenha feito faculdade de jornalismo sabe o significado do termo ‘narrativa’. Então não vai adiantar o jornalista fingir que ‘quebra de narrativa’ significava ‘comprovação de acusações’ que não vai colar”, opinou. [2]

Ao fim, Ayan explicou que Ceticismo Político não é atualizado por nenhum integrante do MBL e que o que une ambos os projetos são “interesses em defesa do liberalismo e na luta contra o totalistarismo”.





“O texto do Ceticismo Político pura e unicamente comentou conteúdo da [jornalista] Mônica Bergamo, sem julgar como factuais as afirmações da desembargadora Marília”, concluiu.





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