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Bolsonaro sobre intervenção: falta segurança jurídica para alvejar o ‘inimigo’

Em vídeo publicado na manhã desta terça-feira (20), o pré-candidato à presidência da república afirmou que, se estivesse no cargo, teria feito um decreto diferente; medida que defende é polêmica

- Publicado no dia
Foto: Reprodução/Facebook

O deputado federal e pré-candidato à presidência da república Jair Bolsonaro publicou na manhã desta terça-feira (20) um vídeo, gravado em plenário, onde voltou a comentar sobre a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O parlamentar votou favorável à medida, mas salientou que, “se fosse presidente, o decreto seria diferente”.

“Não está definida a conduta de engajamento. Os criminosos estão com fuzis, granadas, armas de guerra. Você tem que ter autorização do estado, que eu chamo de retaguarda jurídica, para antes mesmo de você levar um tiro, você alvejar o inimigo”, disse. Para ele, sem isso, o agente não teria como “exercer adequadamente o seu trabalho” e seria apenas “uma medida paliativa, que duraria 20 ou 30 dias, e depois voltaria ao normal”.


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Bolsonaro também criticou o presidente Michel Temer: “Trata-se de uma intervenção política o que ele está fazendo. Se der certo, e eu vou torcer para dar certo, glória dele; se der errado, joga a responsabilidade no colo das Forças Armadas”.

No mesmo vídeo, Bolsonaro também explica o que defende para combater a violência: “Em primeiro lugar, a posse de arma de fogo para o cidadão de bem. E o outro é excludente de ilicitude ou retaguarda jurídica: você, ao ver a sua vida ameaçada por um terceiro, sua propriedade ou um terceiro, você pode atirar, você responde, mas não tem punição. O que nós precisamos no Rio de Janeiro é que esses homens que estão nessa operação, caso venham a abater alguém, eles respondam mas não tenham punição para eles”.

Ideia é polêmica

A ideia de que os militares no Rio de Janeiro tenham mais possibilidade de atuação contra brasileiros hostis vem sendo defendida por diversas personalidades ligadas às forças armadas. Em entrevista à GloboNews, o general da reserva Augusto Heleno Ribeiro, que chegou a chefiar a missão de paz no Haiti, também defendeu esse posicionamento.

“Não é chegar e sair atirando. É preciso que tenha as condições, que tenha certeza que vou eliminar bandido. Gente que não pode continuar ameaçando a sociedade armado com armas de guerra. Não é para atirar sem critério”, disse à jornalista Renata Lo Prete.

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O diretor de comunicação do Students for Liberty Brasil, no entanto, discorda desse posicionamento. Ivanildo Terceiro publicou em seu perfil pessoal na tarde desta terça-feira (20) um texto criticando a medida. “O que Jair Bolsonaro e o Comandante do Exército Eduardo Villas Bôas poderiam simplesmente dizer em claro e bom som é que querem impunidade”, escreveu.

Segundo ele, “a torto e a direito policiais são absolvidos após executarem criminosos” e que “autos de resistência dificilmente são investigados e é impossível concluir se a força era justificada”. Terceiro pergunta, ao fim: “O que Bolsonaro e Villas Bôas desejam? Que toda morte cometida pelo exército e por policiais não seja investigada? Que eles possam matar quem bem entenderem e é isso? O ‘quem não deve, não teme’ não se aplica a membros das forças policiais?”

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