SOBRE     ASSINE     NEWSLETTER     FACEBOOK     TWITTER     YOUTUBE



‘As pessoas estão traumatizadas’, justifica líder do MBL sobre derrota em Niterói

Bernardo Sampaio, coordenador estadual do Movimento Brasil Livre, admitiu desorganização na consulta popular, mas afirmou que a votação não dá margem para dúvida quanto ao resultado: ‘só tenho a lamentar’

- Publicado no dia
Eleitores votam em Niterói sobre o armamento da guarda municipal (Foto: Agência O Globo)

Foi divulgada na madrugada desta segunda-feira (30) o resultado da consulta popular empreendida pela Prefeitura de Niterói, cidade vizinha ao Rio de Janeiro, sobre a possibilidade de equipar com armas letais a guarda municipal. Com votação facultativa, a iniciativa teve participação pequena: apenas 18,9 mil votos foram contabilizados – 13,5 mil contrários ao armamento e 5,4 mil favoráveis. A cidade tem mais de 300 mil eleitores.

Como noticiado pelo Boletim da Liberdade, o MBL era um dos grupos que mais se empenharam pela defesa do armamento da guarda. Em entrevista ao site, Bernardo Sampaio, coordenador estadual do movimento, defendeu a ideia pela lógica da descentralização do poder e por ser próxima à concepção de “municipalização da PM”. Mesmo com a baixa adesão e acusações de que houve irregularidades na votação impressa, Sampaio disse nesta segunda-feira (30) que aceitará o resultado.


PUBLICIDADE



“Nessas horas, é importante ter um posicionamento sério e honesto. Eu poderia muito bem dizer que o ‘não’ ganhou por causa da baixa adesão. Que o prefeito não consegue mobilizar a população. Isso é um fato. Mas a gente sabe que a quantidade de pessoas que foram votar, quase 20 mil, e a disparidade do ‘não’ pelo ‘sim’, mostra nitidamente que as pessoas não querem a guarda armada. Isso eu só tenho a lamentar”, comentou Sampaio ao Boletim.

Ele também ponderou que o clima de violência no Rio de Janeiro pode ter contribuído para a decisão de armar a guarda. “O clima de violência gerou um trauma na cabeça dos cariocas e, consequentemente, dos niteroienses. Quando a gente fala de violência e de arma, as pessoas estão traumatizadas. […] É natural: a gente fala em arma e o que vem na cabeça das pessoas é o noticiário de ‘bandido matando’, ou ‘arma matando policial'”.

Mesmo admitindo que a consulta apresentou problemas, com eleitores que conseguiram votar duas vezes, para Sampaio a diferença tão discrepante não deixa dúvida de que o resultado não seria diferente. “Tiveram falhas [na votação] sim, muita gente reclamou. [Houve] desorganização, não tinha urna, não tinha não sei o quê. Mas isso não foi o suficiente para o ‘não’ ganhar. O ‘não’ ganharia de qualquer forma, e a gente tem que aceitar”, concluiu.



Confira também:




Comentários

Receba nosso conteúdo por e-mail



Leia também