Conhecido pela sua entusiasmada defesa do anarcocapitalismo, o youtuber Paulo Kogos gravou mais um dos seus vídeos em que tece comentários políticos acompanhados de gestos bem peculiares, como insultar, dirigir ou cantarolar uma musiquinha. Desta vez, o assunto foi a reação popular ao atentado recente na Somália, eliminando cerca de 500 pessoas.
O mote para o vídeo foi um comentário prévio do também youtuber Felipe Neto questionando o fato de as pessoas não ficarem tão chocadas com o atentado na Somália quanto com o de Paris. Kogos comentou que obviamente o atentado em Paris choca “e deve chocar muito mais”, porque o atentado na Somália mostra o que ocorre “quando os pilares da civilização não estão presentes”, enquanto um atentado em Paris mostra o que ocorre “quando os pilares da civilização estão sendo atacados”.
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Paris é, para Kogos, uma referência ocidental, produto de séculos de desenvolvimento cultural que marcam a Europa. Na “guerra da civilização contra a barbárie”, Paris seria, por analogia, um “depósito de suprimentos”, um “depósito civilizacional”, enquanto a Somália vive em guerras civis e seria, portanto, a “linha de frente”. O grande ponto, para ele, que justifica essa maior preocupação, seria levar a civilização conquistada em Paris para a Somália. Pensar ao contrário é, a seu ver, ser hipócrita e querer “levar a Somália até Paris”.
Kogos também dedicou um tempo em seu vídeo para sustentar por que a Somália não deve ser considerada um país anarcocapitalista. Ele afirma que o financiamento dos “senhores da guerra” somalianos provém da ONU e dos burocratas ocidentais. Confira a íntegra do vídeo: