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Desenvolvimento de novas lideranças é um dos pilares do sucesso do Clube Farroupilha, diz nova presidente

Em entrevista ao Boletim da Liberdade, Luiza Sangoi comenta sobre a 4ª edição do Simpósio Interdisciplinar Farroupilha e sobre o sucesso do Clube Farroupilha, que preside, como maior grupo liberal do interior do país

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Plateia assiste a 3ª edição do Simpósio Interdisciplinar Farroupilha, ocorrido em 2016 (Foto: Reprodução/Facebook)

Nos dias 10 e 11 de novembro, mais de 600 de pessoas se reuniram em um auditório para ouvir palestrantes discorrendo sobre temas relacionados ao liberalismo. A notícia, por si só, já seria positiva. Tendo sido, porém, o encontro organizado no interior do Brasil, na região central do Rio Grande do Sul, o evento ganha contornos especiais. Santa Maria tem apenas 270 mil habitantes, algumas milhares matriculadas na universidade federal que recebe o nome da cidade, e está mais próxima da fronteira do Uruguai do que da própria capital gaúcha, Porto Alegre. O evento, no entanto, não foi propriamente uma novidade. O Simpósio Interdisciplinar Farroupilha já estava em sua 4ª edição.

Entre os temas debatidos, estiveram a carreira do ex-ministro e economista Roberto Campos, o fim da justiça do trabalho, a ordem espontânea na internet e, claro, economia. Assuntos cujos debates foram conduzidos por grandes nomes do movimento liberal do Brasil e do mundo: entre eles, os professores Diogo Costa, Rodrigo Saraiva Marinho e David Friedman, filho de um dos economistas liberais mais influentes do século 20, Milton Friedman.


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Por trás do evento está o Clube Farroupilha, uma organização nascida em 2013 como grupo afiliado ao Estudantes Pela Liberdade (atual Students for Liberty Brasil). Hoje, já como uma organização autônoma, tem atuado pela difusão “dos conceitos da filosofia da liberdade” e “com ênfase no estudo do desenvolvimento das ideias liberais desde a Revolução Farroupilha até os dias atuais”.

O Farroupilha integra a mais nova geração de organizações liberais do Brasil criadas a partir de 2013 em decorrência do novo boom das ideias da liberdade no país. Embora o Rio Grande do Sul conte com outras organizações de referência, como o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e o Instituto Liberdade, ou os recentes Instituto Atlantos e o Clube Miss Rand, o Clube Farroupilha conseguiu seu lugar ao sol.

Fabio Ostermann, Luiza Sangoi e Rodrigo Saraiva Marinho, agraciado como membro honorário do Clube Farroupilha em 2017 (Foto: Reprodução/Facebook)

A organização se posiciona como a “maior instituição liberal do interior do Brasil” e, dentre suas características mais marcantes, está a constante formação de lideranças. Com quatro anos de existência, o Farroupilha deu posse em novembro à sua quinta presidente (os mandatos são anuais), Luiza Sangoi, estudante de engenharia da UFSM. “O Clube se tornou um local em que pessoas apaixonadas pelos valores da liberdade podem se desenvolver enquanto pessoas e profissionais, além de trabalhar em prol de algo que realmente acreditam”, explica Sangoi ao Boletim da Liberdade.

Além da formação de novas lideranças, a nova presidente do Clube Farroupilha diz que o segredo do sucesso da organização se apoia em outros dois pilares fundamentais: qualidade e seriedade da difusão do conteúdo e promoção de eventos de alto nível. Para o futuro, Sangoi adianta que o clube poderá expandir sua atuação para englobar também áreas como saúde, agronegócio e a engenharia. “Precisamos caminhar rumo a uma sociedade em que a liberdade esteja presente em todos setores”, defende.

Confira abaixo a entrevista completa que ela concedeu ao Boletim:


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Luiza Sangoi, quinta presidente do Clube Farroupilha (Foto: Reprodução/Facebook)

Boletim da Liberdade: O Clube Farroupilha organizou há alguns dias a 4ª edição de seu Simpósio Interdisciplinar (SIF) com a presença do economista David Friedman. Quantas pessoas estiveram presentes e qual é a avaliação que você faz do evento?

Luiza Sangoi: Neste SIF, contamos com a presença de mais de 600 pessoas, sendo esta a maior edição do evento realizada até hoje. Nesse contexto, o SIF se consolida mais uma vez como o maior evento liberal do interior do país, e faz jus ao prêmio que recebeu neste ano na Libertycon de melhor evento do ano. Mais que um evento com grandes palestras sobre liberalismo, o SIF é um grande encontro de alguns dos maiores ativistas pela liberdade do país.

Boletim da Liberdade: O encontro contou com vários patrocinadores, entre eles uma concessionária de automóveis, uma editora, um curso de idiomas. Como encontrar parceiros para difusão das ideias da liberdade na iniciativa privada?

Luiza Sangoi: Sempre buscamos instituições sólidas que compartilhem dos mesmos valores do Clube. Um dos principais pontos em comum com nossos patrocinadores é a defesa da liberdade como caminho para uma sociedade mais empreendedora, e, por consequência, mais próspera.

Um dos principais pontos em comum com nossos patrocinadores é a defesa da liberdade como caminho para uma sociedade mais empreendedora

Boletim da Liberdade: Assim como você se referiu, o Clube Farroupilha também se posiciona no site como “a maior instituição liberal do interior do Brasil”. A que deve esse sucesso e quais lições podem também servir para outras organizações país afora?

Luiza Sangoi: O Clube Farroupilha desde a sua fundação sempre prezou pela difusão de conteúdo com qualidade e seriedade, promoção de eventos de alto nível, bem como trabalhou arduamente com o desenvolvimento de novas lideranças. Acredito que esses sejam os três pilares fundamentais para o crescimento de outras organizações liberais pelo país.


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Boletim da Liberdade: Você assumiu a presidência do Clube Farroupilha em novembro, tornando-se a quinta presidente até hoje. Como a organização conseguiu criar um mecanismo de gerar novas lideranças motivadas a continuar a missão do projeto? 

Luiza Sangoi: Acredito que um dos grandes méritos do Clube é trabalhar com um propósito extremamente nobre: a luta por um mundo mais livre e próspero. Por conta disso, e pela organização da instituição, o Clube se tornou um local em que pessoas apaixonadas pelos valores da liberdade podem se desenvolver enquanto pessoas e profissionais, além de trabalhar em prol de algo que realmente acreditam.

Outdoor próximo à UFSM divulga o Simpósio Interdisciplinar Farroupilha em Santa Maria (Foto: Reprodução/Facebook)

O maior desafio de qualquer instituição sempre é a geração de novas lideranças para a continuidade do trabalho.

Boletim da Liberdade: Qual é hoje o maior desafio do Clube e quais projetos você pretende executar ao longo da sua gestão?

Luiza Sangoi: O maior desafio de qualquer instituição sempre é a geração de novas lideranças para a continuidade do trabalho. Em relação a projetos, tenho como grande objetivo expandir nossa atuação para áreas além do direito e economia, como a saúde, o agronegócio e a engenharia. Precisamos caminhar rumo a uma sociedade em que a liberdade esteja presente em todos setores.

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