Contra a cláusula de barreira e fundo partidário, NOVO critica em vídeo FHC

Para o fundador e presidente do partido, João Amoêdo, o verdadeiro problema é a falta de representatividade das legendas; fundo partidário destina verba pública aos partidos

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João Amoedo (Foto: Divulgação / NOVO)
João Amoedo (Foto: Divulgação / NOVO)

O Partido Novo publicou na última terça-feira (4) um vídeo com teor crítico a um discurso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No filme, FHC se manifesta em apoio à cláusula de barreira e defende que as legendas pequenas não tenham acesso àquilo que, segundo ele, “os partidos precisam, querem e gostam”: o fundo partidário.

Contra o fundo partidário, porém, o NOVO – que foi registrado em 2015 – editou a produção repetindo o trecho onde o tucano fala “querem e gostam” e quando ele explica que o fundo é composto por dinheiro “do contribuinte”. Em seguida, surge uma tela laranja que explica que o partido é contra a cláusula de barreira mas também é contra o fundo partidário. Aparece, então, o logotipo da legenda e a frase “Fazendo o certo para mudar o Brasil”.

O presidente do partido, João Amoêdo, afirmou em seu perfil no Facebook que Fernando Henrique está equivocado no diagnótico e na proposta. “Nosso problema não é a quantidade de partidos, mas sim a falta de representatividade. A cláusula de barreira não irá melhorar em nada este quadro. Esta medida irá reduzir a concorrência e concentrar os privilégios em poucos partidos”, explicou.

Amoêdo disse acreditar que o melhor jeito de se melhorar a representatividade e, em última análise, a quantidade de partidos, é eliminar “os benefícios das agremiações, em especial o fundo partidário”. “A ausência de um único partido que defenda esta solução, a exceção do NOVO, só demonstra como estamos mal representados no atual quadro politico”, concluiu.

Fundo Partidário

O fundo partidário é uma quantia do orçamento da União que é destinado para os partidos políticos atuarem na sociedade. Segundo o jornal O Globo, apenas em 2017 serão R$ 819 milhões.  Os partidos originalmente queriam receber mais de R$ 1 bilhão.

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