É quarentena ou socialismo? - Laura Ferraz - Boletim da Liberdade
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É quarentena ou socialismo?

27.03.2020 03:18

O ano é 2020: a maioria de nós tenta, de modo inconsciente, dar significado para os últimos eventos que acometeram nossa espécie. Períodos de reclusão são comuns na história da humanidade e, em grande parte, são necessários para conter alguma ameaça a nossa existência como organismo social. O COVID 19, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) é “uma doença infecciosa causada por um novo vírus que nunca havia sido identificado em humanos”. No entanto, doenças de outra natureza nos trancafiaram anteriormente. Uma delas é o totalitarismo¹. É de forma indireta que falarei neste artigo sobre esta ameaça que ainda não foi dizimada de nossa sociedade.


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Todos anseiam o poder. Você pode negar essa característica e me rotular como generalista, mas o fato é que nascemos egoístas. Vamos fazer um exercício: você deseja uma coisa, uma pessoa ou determinado status. Para alcançar SEU objetivo (e não o do coletivo), medidas que te provenham a capacidade de concretizá-lo devem ser tomadas. E é aí que você, de forma intencional ou não, traça planos para isto. Execução de projetos demanda influência sobre pessoas ou instituições, e isso é poder. O egoísmo aqui não é tratado de forma negativa. Há uma virtude no egoísmo. Ele preserva a nossa individualidade e nos faz correr atrás de diferentes objetivos. Cada um destes seres individuais dotados do potencial de realização de seus desejos age em seu próprio favor, ou seja, de forma egoísta, a fim de sobreviver e perpetuar a espécie. No final, somos (teoricamente) beneficiados ao seguirmos nosso caminho sem empecilhos, pois cada um dará um jeito de se preservar, resultando na prevalência da humanidade, desta vez coletivamente.

Tendo dito isto, como se comporta um vírus?

Em virtude de uma pandemia, estamos vivenciando uma amostra grátis de como é o socialismo. Te peço que use esse período forçadamente sabático para refletir: as supostas segurança e ordem garantidas pelo Estado valem a tua liberdade?

De forma autônoma, possui diversos processos que geram variabilidade genética: mutações, recombinações e rearranjos genéticos que o ajudam a continuar existindo. O vírus não precisa de uma estrutura central que lhe determine a melhor forma de atacar as células de um ser vivo. No final, depois de todo o processo desordenado e caótico, há reprodução e manutenção destas estruturas malditas que estão matando pessoas. O ponto é, existem “soluções médicas” capazes de findar esse caos organizado, diminuindo seu potencial de reprodução e adaptabilidade, o tornando controlável. Acho que você já entendeu onde quero chegar, não?

Ao tentar direcionar o coletivo, em detrimento dos objetivos de particulares que o controlam, o Estado é muito efetivo. O controle centralizado nunca muda de comportamento: exercido por populistas maníacos por poder (fenômeno observável no Brasil nas últimas duas décadas), impede a auto-organização da sociedade e da economia, deteriora e depreda setores e instituições que deveria preservar eliminando qualquer criatividade dos indivíduos que o sustentam e nada podem fazer para frear seu ímpeto destruidor. Tudo isso sob a prerrogativa de igualdade, condicionando o cidadão a um papel coadjuvante na criação do seu próprio futuro. Em virtude de uma pandemia, estamos vivenciando uma amostra grátis de como é o socialismo. Te peço que use esse período forçadamente sabático para refletir: as supostas segurança e ordem garantidas pelo Estado valem a tua liberdade?

¹ Neste texto, Estado Totalitário é caracterizado por Estado obeso, dotado de poder de intervenção econômica e social (Fascista, Nazista e socialista).

Disclaimer: As medidas tomadas pelos governos são necessárias para conter o avanço do Coronavírus. Apenas incentivo que, ao término desta epidemia, o leitor se lembre de como
foi viver com base nas decisões de terceiros.


Foto: Editoria de Arte / Boletim da Liberdade


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