Ciro é, simplesmente, o máximo! – Colunas – Boletim da Liberdade
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Ciro é, simplesmente, o máximo!

01.08.2022 08:24

“Veja bem. Nós precisamos achar um caminho para ajudar o nosso povo a entender bem essa coisa…”.
“Se você for um trabalhador por aplicativo, você terá aposentadoria, terá seguro desemprego, férias e décimo terceiro”.
“Primeiro. Eu quero libertar o povo brasileiro, que eu conheço com muita intimidade…
“Pegar o Bolsa-Família, o Auxílio-Brasil, o seguro desemprego, aposentadoria rural, BPC e consolidar. E proponho uma tributação prevista na Constituição, sobre grandes fortunas, de meio por cento sobre os patrimônios superiores a 20 milhões de reais…” “Se eu não conseguir salvar o povo brasileiro dessa tragédia, vai ser a maior frustração. Tô sentindo o cheiro de 54(…). “Será difícil eu me eleger presidente, mas se eu me eleger presidente terá acontecido uma revolução na cabeça do povo brasileiro. Eu terei libertado o povo brasileiro de 30 anos de um modelo econômico, que é uma tragédia”. São palavras do candidato Ciro Gomes aos jornalistas da Globo News, durante uma entrevista que durou mais de 3 horas, onde ele deixou claro que tudo sabe; que para cada substantivo deva existir, obrigatoriamente, um adjetivo e que todos os melhores devem estar reservados a ele, que é, “uma pessoa muito séria e bem treinada” em todos os assuntos.

Ciro se tem como o melhor. Que bom! E tem o Estado Brasileiro como uma tragédia. Que bom! O que não é nada bom é Ciro acreditar que o Estado Brasileiro estará à serviço da população brasileira como deveria ser, só porque ele será o Presidente da República. Com os mesmos servidores e modelo, Ciro afirma que, como ele é o melhor, terá comando sobre um Estado melhor.

No ano de 1954, lembrado por Ciro Gomes, Getúlio Vargas deu um tiro no peito para que o povo brasileiro lembrasse que ele era, de fato, o “pai dos pobres” e não o que dele dizia a UDN e Lacerda. Getúlio, depois de perseguir, torturar, deixar roubar e matar, entendeu que com um tiro no peito deixaria a vida para passar para a História. Os historiadores e imprensa cuidaram do resto.

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A entrevista de Ciro Gomes me lembrou uma passagem bíblica, onde está registrado que o povo de Israel, cansado do trabalho escravo para pagar elevados tributos ao faraó, pediu a intervenção de Deus, que nomeou Moisés para levar o povo à uma terra onde todos seriam livres e estariam bem. Moisés não se sentiu à altura e perguntou a Deus como deveria anunciar a missão que recebeu. Deus disse: “Eu sou o que sou. Dirás aos filhos de Israel que: Eu Sou me enviou a vós”.

Ciro não é Moisés. Isso é pouco para ele. E se não é Deus, assemelha-se. Pode ser considerado um Titã. Mas, qual deles? Céos, Titã da Inteligência. Ciro sabe tudo. Conhece tudo. Numera e enumera tudo. Ciro Gomes é a melhor representação do Estado Brasileiro.

Ciro quer que “trabalho igual tenha salário igual”. No Estado Brasileiro é assim, porque o desempenho não conta. Se no mundo do Ciro o desempenho fosse um indicador para a remuneração, como acontece no mercado privado, os desempenhos iguais teriam recompensas semelhantes. Todos os carpinteiros têm trabalho igual, mas seria injusto pagar a mesma remuneração a um deles que me deixou na mão. Homens e mulheres, negros, brancos, pobres e ricos, num mercado de concorrência livre serão remunerados por seu desempenho. Pelo resultado do que, com o trabalho e a inteligência, produzem. Ciro entende que não é bem assim. O Estado precisa estar presente para definir que todos são iguais em desempenho e virtudes.

Ciro entende que existem pobres, porque existem ricos. Então, para o socialista Ciro Gomes, o modo de diminuir o número de pobres é diminuir o número de ricos, sem, contudo, deixá-los empobrecer, porque, se eles empobrecem, os pobres terminarão miseráveis e mortos. Então, nada mais justo, que a caridade entre em campo para tomar de uns e entregar a outros. Ocorre que quando o Estado é o agente distribuidor, ele tira, por exemplo, 100 de uns, para entregar apenas 60 aos outros e, insaciável, quando os outros vão às compras, ele tira 24 dos 60 que entregou. Ciro é bom de conta, mas essa conta ele não faz.

Pobres e ricos deveriam ser a resposta correta para o desejo pessoal e desempenho. Uma pessoa pode ter prazeres outros a não ser a riqueza financeira e ser feliz assim. Como pode ser que enriqueça, porque escolheu trabalhar para isso. Mas, o Estado de Ciro Gomes não deixa que isso aconteça, porque premia os medíocres só por serem amigos do Rei. Premia com crédito subsidiado, funções vitalícias, empregos sem mérito e para aliviar a própria consciência, distribui favores, no lugar de garantir direitos.

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Ciro Gomes pretende resolver a fraude de um monopólio não autorizado em lei, o exercido pela Petrobrás, com controle de preços e não com uma solução para a fraude. Ciro não pensa em terminar de vez com a fraude e entregar o monopólio à concorrência. Isso não! Para Ciro, o monopólio fake é argumento suficiente para dizer quanto a população está autorizada a pagar por um produto. Ciro será o substituto do monopólio na fixação do preço do petróleo. É a proposta.

Ciro Gomes acha absurda a lei que deu autonomia ao Banco Central, porque a moeda, o crédito e a inflação, são elementos importantes demais para estarem nas mãos de um cartel de bancos. Então, que se coloque nas mãos dele e do cartel de políticos, os partidos.

A prepotência de Ciro Gomes impede que ele compreenda que todos os problemas nacionais são causados pelo modo como o Estado que ele defende atua na relação com as pessoas. Os agentes do Estado Brasileiro são prepotentes como Ciro é. E, como Ciro, têm a consciência de serem os melhores tutores de um povo que precisa ser tutelado, do berço à escola, do emprego ao uso que faz da liberdade.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil