Será isso que queremos para o país do nosso "futuro"? - Debate Aberto - Boletim da Liberdade
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Será isso que queremos para o país do nosso “futuro”?

08.10.2020 09:48

*Fatima Signorelli

A Terceira Revolução Industrial foi um termo cunhado pelo autor Jeremy Rifkin, que indica que a humanidade se encontra em um momento de transição energética, não somente pelo acesso cada vez mais oneroso da antiga e tradicional matriz energética, mas também por contribuir para uma conjuntura que envolve a degradação do meio ambiente (no contexto das mudanças climáticas), do pleno emprego e da qualidade de vida da sociedade de forma geral.

Tudo que é humano, para que sobreviva como tal, demanda por uma nova fórmula econômica capaz de proporcionar um futuro mais igualitário e assim sustentável. Essa nova lógica dependerá da civilização ingressar em uma era pós-carbono.


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Na primeira revolução industrial, houve a junção da tecnologia do vapor com a da impressão, desta forma a manufatura gráfica tornou-se base para emancipação dos meios de comunicação e educação em massa, contribuindo para a expansão das escolas públicas o que garantiu a economia à época  a produtividade para as operações de uma economia verticalizada, com base na ferrovia e nas grandes fábricas impulsionadas pelo vapor.

Já segunda revolução industrial, ocorreu a convergência da comunicação elétrica  com os motores a combustão, propiciando a introdução e propagação dos automóveis particulares em escala (Ford T) e de uma rede de telecomunicações que permitia a gestão de atividades econômicas à distância com maior eficácia.

Com isso, se tornou cada mais apartada a relação espaço-temporal do cotidiano, fazendo as relações sociais se modificarem rapidamente.

Diante de tais colocações. Podemos concluir que sempre estarão, as grandes revoluções industriais, ligadas profundamente aos novos sistemas de energia.

Isto posto, fica evidente a necessidade de frear as emissões de carbono e atentar às queimadas.

A reflexão sobre as mudanças climáticas, e necessidade de mudanças definitivas da matriz energética mundial é premente. O Brasil tem sido criticado, não somente pelas recentes queimadas mas pelas descobertas de óleo em águas profundas: o pré-sal. Será este o futuro que queremos?

*Fatima Signorelli é graduada em Relações Internacionais e possui pós graduação em Petróleo, Gás e Energia. Atualmente trabalha como consultora.


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