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Presidente da Frente pelo Livre Mercado, Bia Kicis é eleita senadora pelo DF

Com 886.616 votos, deputada do PL leva ao Senado um histórico de votos a favor da Previdência, da autonomia do Banco Central e da privatização da Eletrobras. Outros nomes da FPLM também vencem nas urnas
Bia Kicis
Foto: Câmara dos Deputados

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A presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), deputada Bia Kicis (PL-DF), foi eleita senadora pelo Distrito Federal neste domingo, 4 de outubro. Ela recebeu 886.616 votos, 27,44% dos válidos, e ficou com a segunda das duas vagas em disputa. A primeira foi de Michelle Bolsonaro, também do PL, com 938.496 votos (29,05%). Com o resultado, o partido conquistou as duas cadeiras do DF no Senado.

Atrás delas ficaram a senadora Leila do Vôlei (PDT), que tentava a reeleição e teve 21,25%, e a deputada Erika Kokay (PT), com 18,91%.

A partir de fevereiro de 2027, o DF terá uma bancada feminina no Senado: Bia e Michelle se juntam a Damares Alves (Republicanos), cujo mandato vai até 2031.

Da Procuradoria ao Senado

Beatriz Kicis Torrents de Sordi nasceu em Resende (RJ), em 1961, e se formou em Direito pela Universidade de Brasília. Fez carreira no serviço público: foi advogada do Serpro e, a partir de 1992, procuradora do Distrito Federal, cargo em que chegou a subprocuradora-geral. Aposentou-se em 2016 e passou a atuar no ativismo político, com pautas de combate à corrupção e de defesa da liberdade de expressão.

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Em 2018, foi eleita deputada federal com 86.415 votos. Em 2022, foi reeleita como a mais votada do DF, com 214.733 votos, quase 2,5 vezes a votação anterior. Em 2021, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Câmara. Hoje é titular da própria CCJ, da Comissão de Comunicação e da Comissão Especial sobre Inteligência Artificial. Segundo o portal da Câmara, só em 2025 participou de 385 votações nominais em plenário e é autora de 586 propostas.

Agora, chega ao Senado com uma votação mais de dez vezes maior que a de sua estreia na Câmara.

Os votos pelo livre mercado

Em 3 de setembro, Bia assumiu a presidência da FPLM na Câmara, sucedendo Carol De Toni (PL-SC). Na posse, realizada na sede da Associação pelo Livre Mercado (ALM), em Brasília, resumiu o papel do grupo: “Nossa função no Congresso é defender as pautas que vão garantir a liberdade econômica”. As prioridades anunciadas foram desburocratização, segurança jurídica, empreendedorismo e melhora do ambiente de negócios.

O histórico de votações dela acompanha esse discurso. Entre os registros de plenário:

  • Reforma da Previdência (2019): votou a favor da PEC que reformou o sistema previdenciário, apontada à época como condição para o equilíbrio das contas públicas.
  • Autonomia do Banco Central (fevereiro de 2021): votou “sim” ao projeto que deu mandatos fixos à diretoria do BC e blindou a política monetária de pressões do governo de turno. A proposta passou por 339 a 144.
  • Privatização da Eletrobras (maio de 2021): votou “sim” à medida provisória que abriu caminho para a desestatização da maior empresa de energia da América Latina. Placar: 313 a 166.
  • PEC da Transição (dezembro de 2022): votou contra a proposta que furou o teto de gastos em cerca de R$ 145 bilhões no início do governo Lula.
  • Reforma Tributária (2023): votou contra a PEC nos dois turnos, alinhada às críticas de que o texto não garantia a redução da carga e criava a alíquota de IVA entre as mais altas do mundo.
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A FPLM nas urnas

Bia Kicis não foi o único nome da Frente a sair vitorioso. No Senado, Marcel van Hattem, coordenador de Comércio Exterior da FPLM, foi eleito pelo Rio Grande do Sul. Carol De Toni, que presidiu a Frente na Câmara antes de Bia, foi eleita por Santa Catarina. E Carlos Portinho (PL-RJ), presidente da FPLM no Senado, garantiu mais oito anos de mandato pelo Rio de Janeiro.

Na Câmara, o vice-presidente da Frente, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, foi reeleito por São Paulo. Gilson Marques, coordenador de Liberdade de Consumo, foi reeleito por Santa Catarina, e Adriana Ventura, diretora de Plenário da FPLM, renovou o mandato por São Paulo.

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“Os resultados deste domingo nos dão esperança de que o Brasil poderá trilhar novos rumos nos próximos quatro anos”, afirmou Paulo Ganime, diretor-executivo da ALM, braço técnico da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado.

Criada em 2019, a FPLM reúne deputados e senadores em torno de uma agenda de menos Estado na economia, menos burocracia e mais espaço para quem empreende. Com sua presidente na Câmara de saída para o Senado, a Frente ganha, em 2027, uma bancada mais robusta na Casa revisora, justamente onde reformas econômicas costumam esbarrar ou ganhar fôlego.

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