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Ao Boletim, Paulo Eduardo Martins confirma convite de Bolsonaro, mas nega já ter definido destino político

O jornalista e ex-deputado federal confirmou ao Boletim da Liberdade que pretende deixar o PSDB e o convite do Patriota, mas afirmou ainda não ter destino decidido para 2018

- Publicado no dia
Paulo Eduardo Martins (Foto: Reprodução/Facebook)

O jornalista e ex-deputado federal Paulo Eduardo Martins conversou com o Boletim da Liberdada a respeito da informação que circulou na imprensa de que ele estaria deixando o PSDB para ingressar no Patriota, partido pelo qual Jair Bolsonaro deve se candidatar à presidência em 2018.

Confirmando que pretende se desligar do PSDB, Martins também disse que existiu convite para juntar-se ao Patriota, mas negou ter definido o seu destino. “Gosto pessoalmente do Jair [Bolsonaro] e dos seus filhos e não é de hoje que procuro ajudá-los, porém, a escolha de um partido passa também pela realidade regional”, afirmou, emendando que será “preciso saber quem está no comando do seu estado [Paraná]”.

Sobre o PSDB, Martins comentou que o “o quadro politico nacional tem ganhado contornos ideológicos mais claros” e que, por isso, seria difícil ele permanecer em um partido de centro-esquerda. “Com a provavel eleição de Alckmin para o comando partidário, essa posição do partido deverá se acentuar ainda mais”, prevê.

O ex-parlamentar também afirmou que o escândalo envolvendo o ex-senador Aécio Neves “atrapalhou muito o partido” e lhe deixou bastante descontente. Apesar disso, elogiou a bancada da Câmara dos Deputados da legenda, que permitiu com que, em 2016, ele tivesse bastante liberdade para defender seus posicionamentos. O mais marcante deles foi a proposta, que terminou aprovada, de extinguir o imposto sindical.

+ Fim do Imposto Sindical é comemorado como triunfo do movimento liberal


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Confira abaixo a resposta completa de Paulo Eduardo Martins ao Boletim:

“Ainda não me desfiliei do PSDB, mas não pretendo seguir no partido. Reconheço que o PSDB tem uma bancada na Câmara muito boa e que junto deles tive total liberdade e respeito para defender minhas posições. No entanto, o quadro politico nacional tem ganhado contornos ideológicos mais claros, finalmente. Isso faz com que seja muito dificil para alguém com as minhas posições permanecer em uma organização de centro esquerda. Com a provável eleição de Alckmin para o comando partidário, essa posição do partido deverá se acentuar ainda mais, pois será a sua estratégia preencher esse espaço do espectro político. Além do mais, o caso Aécio atrapalhou muito o partido e me descontentou bastante.

Ainda não tenho um destino definido. Recebi o convite do próprio Jair Bolsonaro para ingressar no Patriota. Gosto pessoalmente do Jair e dos seus filhos e não é de hoje que procuro ajudá-los, porém, a escolha de um partido passa também pela realidade regional. No Brasil, os partidos têm formatação cartorial e a direção concentra enorme poder. Por isso é preciso saber quem está no comando do seu estado, se é uma pessoa séria, confiável e que te dê tranquilidade para trabalhar, que não persiga seus aliados e respeite seu espaço dentro do partido. Isso pesará muito na minha escolha, não tem como ser diferente.”

Sobre Paulo Eduardo Martins

Paulo Eduardo Martins é jornalista e ganhou notoriedade no movimento liberal sobretudo a partir de 2013, ao defender inúmeros posicionamentos pró-liberdade em comentários feitos em um telejornal da principal afiliada do SBT no Paraná. Em 2014, candidatou-se à deputado federal pelo PSC e recebeu 63.970 votos, o que garantiu a ele uma vaga de suplente de deputado federal – cargo esse que assumiu em 2016, durante seis meses, cujo mandato teve como pontos altos a proposta de extinção do imposto sindical na reforma trabalhista (aprovada) e o voto favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

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