Fazer do Brasil uma ‘Free Market Society’, promete Dr. Rey se eleito presidente

Em entrevista à jornalista Fabíola Lyma, o médico cirurgião Dr. Robert Rey comentou sobre a possibilidade de se candidatar presidente da república e falou de ideias para implementar caso eleito

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Foto: Reprodução/Folha de S. Paulo

O cirurgião plástico Robert Rey não esconde sua intenção em ser candidato em 2018 à presidência da república. Recentemente, em entrevista à jornalista Fabiola Lyma, o astro da televisão conhecido no Brasil por participar de programas como “Dr. Hollywood” e “Bastidores do Carnaval na RedeTV”, conversou sobre a possibilidade de uma candidatura e antecipou algumas das diretrizes que um possível governo seu teria caso viesse a ser eleito.

“Sou formado em Harvard em economia. Encontrei muito sucesso lá fora. O risco de fazer campanha no Brasil é alto. Mas eu volto de cabeça erguida, e dou minha última medida de devoção à minha nação”, explicou Rey sobre sua motivação, alegando que quando ingressou na faculdade fez uma promessa ao receber uma bolsa: voltar ao país para ajudar sua gente.


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O médico, que aos 12 anos mudou-se para os Estados Unidos, insiste que pretende trazer ao Brasil exemplos do que deu certo na política norte-americana. “É sério. Eu trago ideias americanas. Que não são de esquerda – porque a esquerda defecou no Brasil por 100 anos. E a direita também está desapontando o Brasil. Eu venho de um sistema totalmente diferente, que parece de outro planeta: é o free market society, ou sociedade de mercados livres”, diz.

Outras propostas

Sobre ideias para um possível governo, Rey afirmou que pretende estabelecer apenas 15 ministérios (o presidente Michel Temer tem 28), reduzir impostos de 77% à 17% (em outras oportunidades, Rey explica que o número de 77% inclui imposto sobre consumo, embutido no valor dos produtos) e impor medidas mais severas para segurança pública. “Quando eu for presidente do Brasil, matou aos oito, vai ser julgado como adulto. Eu fui à Fundação Casa, mas o que eu vi? Ping Pong, classe de artes. Mas sabe a única coisa que eu não vi? Remorso”, comentou.


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Ainda sobre segurança pública, Rey falou que pretende privatizar os presídios. “O chefe da prisão é responsável pelo orçamento da prisão. Os presos vão fazer móveis, peças de carro. Mas Rey, ele vai ser escravo? Exatamente. Se estuprou a menina, matou a menina, vai ser um escravo da sociedade. Nós vamos dobrar a polícia, dobrar o equipamento e encher o Brasil de cadeias”, prometeu.

Rey também revelou suas ideias sobre educação e defendeu o rigor no ensino. “Educação é importante, mas o que falta no Brasil é chicote”. E falou da falta produtividade dos brasileiros. “O que um gringo faz, cinco brasileiros precisam para fazer”, comentou, explicando que pesquisas indicam que a produtividade do brasileiro é de apenas 20% de um americano.

Prometendo “trazer de volta a nossa sensualidade”, o pré-candidato à presidência da república não poupou críticas aos comunistas. “Eu venho dos anos 1960. Naquela época, o Brasil era muito honesto. A culpa [do que vivemos hoje] é dessa influência recente dos comunistas. É que o comunista é ateu. Ele não tem que responder para Deus. Mas eu sou sou Mórmon e esse movimento evangélico no Brasil é muito bonito”, disse.

Juventude

Para Rey, que completou em 2017 seus 56 anos da idade, o jovem brasileiro não é mais influenciado por ideias comunistas. “Eu notei que ele é patriota, ele é inteligente, ele está interessado no futuro do Brasil. Então esses comunistas têm um grande problema, porque o jovem não é da esquerda. E agora, comunistas? Quem você vai roubar agora? Terá que ir para o zoológico ou outro país. A minha geração era. Os homens da minha geração não gostam de mim. Então o meu voto é feminino e jovem”, definiu, em risadas.

A entrevista, publicada há uma semana, já alcançou quase 5 milhões de visualizações.

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