Líder do Renova PSDB, Pedro Duarte relata decepção com o partido

Apesar disso, o líder da corrente e ex-membro do Estudantes Pela Liberdade considerou que a legenda ainda é uma opção “factível e real” para vencer o “crescimento de extremos que se retroalimentam” em 2018

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Pedro Duarte e João Doria (Foto: Reprodução / Facebook)

Ex-presidente do DCE da PUC-Rio e líder da corrente Renova PSDB, Pedro Duarte Jr. publicou na tarde desta quarta-feira (18) em seu perfil no Facebook um desabafo sobre a situação do PSDB. Em razão do fato de todos os senadores tucanos terem votado favoráveis nessa terça-feira (17) à volta de Aécio Neves ao Senado, derrubando medida cautelar a ele imposta pelo Supremo Tribunal Federal, Duarte afirmou que foi dormir extremamente chateado.

“Naturalmente, muitos são os que me perguntam: ‘mas Pedro, por que você ainda está no PSDB?'”, relatou, respondendo em seguida que acredita que a história do partido está “acima de qualquer crise circunstancial” e que o partido não é de Aécio. “Foi de Covas, Franco Montoro, José Richa, FHC, Plano Real. […] Também tem hoje Alckmin, Ferraço, Tacques, Hauly, Mara Gabrilli, Otavio Leite e muitos outros”.

Sustentando que há convenções estadual e nacional marcadas para os próximos meses, Duarte afirmou que ainda “tem um receio muito grande dos resultados da eleição de 2018”. “Vejo um crescimento de extremos, que se retroalimentam, e vejo o PSDB como o único partido com força e densidade nacional para se colocar enquanto alternativa factível, real, nesse curto prazo”, desabafou, afirmando que “seguirá fazendo sua parte por um partido melhor, por maiores que sejam os obstáculos postos”.


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Reações

Em reação, vários internautas pediram para que Duarte deixasse logo o partido. “O problema é que os caciques parecem não ter mais a vaga noção do que está acontecendo no país”, comentou um. Outros sugeriram que ele fosse ao Partido Novo. “A principal marca do ninho tucano é o corporativismo político-partidário”, lembrando também que até Gustavo Franco já abandonou a legenda para juntar-se ao NOVO.

A economista tucana Elena Landau também comentou o desabafo de Duarte. “Do PSDB, se esperava coisa diferente. O PSDB não é o Aécio, mas se não fizer algo ficará com cara de PMDB e PT da vez. PSDB sempre pregou algo diferente e acabou fazendo o mesmo que o resto”, disse, também decepcionada. “O mínimo que eu espero, e meu lado Polyana não desiste, é que Aécio ao menos retribua o apoio do partido se afastando definitivamente da presidência e vá se defender”.

Presidente do PSL/Livres no Rio Grande do Sul, o cientista político Fabio Ostermann também comentou a publicação, dizendo que o voto favorável à Aécio de Tasso Jereissati “foi simbólico demais”. “[A votação de ontem] foi sobre livrar a cara de um membro do Senado implicado seriamente em atividades criminosas”, escreveu.


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O caso Aécio Neves

Aécio Neves foi afastado do Senado Federal e obrigado a recolher-se noturnamente em casa por decisão do Supremo Tribunal Federal após a Procuradoria Geral da República pedir sua prisão. A crise que abalou a carreira de Aécio teve início quando flagrado em grampo telefônico com empresário Joesley Batista negociando a transação de R$ 2 milhões. Para a PGR, tratou-se do pagamento de propina. Para o senador, no entanto, o valor pago foi devido a um empréstimo ofertado pelo empresário. Na mesma ligação, Aécio faz reclamações sobre o Ministério da Justiça.

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