Baixa participação feminina no processo seletivo ameaça nominata do NOVO

Redatora do partido desabafou nas redes sociais que baixa participação de mulheres é um fenômeno que tem ocorrido em todo país e pode impactar estratégia do partido para 2018

- Publicado no dia
Foto: Reprodução / Facebook

A advogada Marie Simone Sandy, redatora de comunicação do Partido Novo, desabafou nesta sexta-feira (22) nas redes sociais sobre a baixa participação de mulheres no processo seletivo do partido. Segundo ela, a legenda “só terá candidatos em 2018 se as mulheres participarem se candidatando”, complementando que a lei eleitoral estabelece uma cota de 30% das candidaturas à mulheres.

“Aqui no Rio de Janeiro, há apenas uma mulher participando do processo seletivo. […] Ou seja, se todos os participantes forem aprovados, apenas três poderão ser candidatos para disputar cadeiras na Câmara dos Deputados”, afirmou. O problema, porém, não estaria restrito ao Rio: Sandy disse ainda que situação similar ocorre nos 19 estados que o NOVO pretende concorrer.

“Se esse quadro continuar, infelizmente continuaremos a ter no Congresso políticos eleitos sem uma prévia seleção que os avalie quanto à sua capacidade e qualificação para o cargo”, desabafou, convidando mulheres a se candidatarem nesse segundo processo seletivo, aberto até o dia 15 de outubro.


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Desafio de todos os partidos

Preencher a cota feminina de candidaturas não é um desafio apenas para o NOVO. Todas as legendas costumam criar estímulos para que suas listas de candidatos (também conhecidas como nominatas) saiam fortes. Em diversos casos, estimula-se até mesmo a candidatura de mulheres com pouca perspectiva de vitória, a fim de que abram vagas masculinas para o preenchimento da nominata.


ERRATA: Corrigido às 13h54 do dia 25/09 a informação quanto à cota feminina. Em vez de 25%, como disposto anteriormente, a cota imposta pela legislação é de 30%.

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