Spotniks divulga resultados de sua primeira pesquisa de opinião

Pesquisa de opinião política havia sido divulgada pelo site no último dia 4 de julho; agora, o Spotniks revela o que conseguiu descobrir

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(Foto: Reprodução / Spotniks)
(Foto: Reprodução / Spotniks)

O site Spotniks havia lançado uma pesquisa para descobrir a opinião política dos seus leitores. Submetendo aos leitores uma série de frases e posicionamentos, questionando a posição deles a respeito, o Spotniks afirma ter conseguido mais de 114 mil participantes para o questionário. Agora, na forma de gráficos, o site divulgou o resultado.

No que diz respeito a sexo, a maioria dos participantes era homem (70,4%). Um número maior estava entre os 20 e os 29 anos (42,7%), seguidos de 21,8 % entre os 30 e 39 anos e 20 % até os 19, o que demonstra uma ampla maioria abaixo dos 40.

As opiniões reveladas

Perguntado sobre a importância do feminismo, o público se dividiu, com 28, 5 % discordando totalmente de que o movimento tenha algum valor, 27, 8 % concordando totalmente com sua relevância e o restante se dividindo em posições intermediárias. A frase “O Brasil é um país machista” também dividiu opiniões, mas houve notório predomínio dos que concordavam totalmente com a afirmação (29,3 %) ou parcialmente (30, 6 %). Um número amplo de 65, 5 % rejeitou a ideia de que mulheres trajando vestes que deixam o corpo mais à mostra não podem reclamar se forem assediadas ou atacadas. Uma maioria de 46, 6 % também defendeu o direito do cidadão ao porte de armas para defender sua integridade e de sua família.

Também foram mais numerosos os que acreditam que a questão do racismo é “ainda um grave problema no Brasil”, com concordância total de 34,1 % e parcial de 26,5 %. Porém, 59, 1 % se opuseram à existência de cotas raciais, e 65, 9 % à implementação dessas mesmas cotas na disputa por vagas no funcionalismo público. A frase “não existe racismo contra brancos” dividiu opiniões, embora a faixa com maior número de respostas (apenas 30, 6 %) tenha discordado totalmente.

Uma maioria de 46,7 % não admite que empresários tenham o direito de rejeitar contratar ou atender minorias étnicas, religiosas ou sexuais em seus estabelecimentos. 38, 7 % afirmam que acreditar em Deus não torna as pessoas melhores, 40, 2 % defendem um controle maior da entrada de muçulmanos no Brasil e 54, 1 % sustentam que igrejas deveriam pagar impostos – embora 30, 1 % admitam que o Cristianismo desempenhou um papel importante no desenvolvimento mundial, seguidos de 26 % que concordam parcialmente com isso.

A maioria dos leitores do Spotniks também acredita que a guerra às drogas fracassou e um cenário sem repressão aos usuários deve ser repensado (32, 5 % concordam totalmente, 24, 5 % parcialmente). 38, 5 % se opõem à interdição do consumo de maconha no Brasil, 69 % defendem a garantia de direitos civis a homossexuais, bissexuais e transexuais, 54, 6 % defendem a adoção de bebês por casais LGBTs. O aborto teve uma curiosa divisão entre 34, 1 % apoiando sua descriminalização e o mesmo número se opondo totalmente. Maiorias amplas se opuseram ao voto e ao alistamento militar obrigatórios, uma maioria de 33, 4 % apoiou a pena de morte e absolutamente 77 % concordaram em que o Estado brasileiro é inchado demais. Curiosamente, por fim, a maioria dos leitores (32, 5 %) defendeu a instalação de uma República parlamentarista, e, ideologicamente, o público se classificou como liberal (26,1 %), sem posição definida (24, 7 %) e conservador (23, 8 %).

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