Universidades públicas gratuitas institucionalizam a desigualdade, denuncia MBL

Com o slogan “Universidades Públicas não são para quem quer, mas para quem precisa”, Movimento Brasil Livre segue apostando em pautas temáticas para firmar identidade no período pós-Dilma

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Foto: Divulgação
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Mais influente organização liberal do país, o Movimento Brasil Livre decidiu encapar o debate sobre a gratuidade nas universidades públicas. Após a queda de Dilma Rousseff, a iniciativa é mais um esforço do MBL em firmar identidade própria ao apresentar à sociedade diversas soluções liberais que podem ser implementadas no Brasil.

Kim Kataguiri, coordenador nacional do movimento, publicou um artigo na Folha de S. Paulo na última sexta-feira (28) defendendo o fim da gratuidade no ensino superior, abstendo, porém, quem não teria recursos.

“E quem não pode pagar, como fica? Fica exatamente do mesmo jeito que funciona hoje. Os mais pobres devem ter o direito de estudar gratuitamente e, se necessário, também receber auxílios para moradia, transporte e alimentação”, escreveu.

Dois dias antes, foi divulgado nas redes sociais um vídeo especial do MBL onde Kim explicou ponto a ponto as razões de o movimento querer debater a questão. Utilizando dados do Instituto Mercado Popular, tradicionalmente mais progressista, o MBL acredita que a “gratuidade aumenta a desigualdade e perpetua a miséria”. “Como a maioria dos nossos impostos são sobre consumo, quem mais paga impostos são os mais pobres. Mas eles não ocupam vagas nas universidades públicas”, argumentou Kataguiri.

No vídeo, o jovem coordenador do Movimento Brasil Livre sustentou ainda que seria mais coerente que a maior parte dos investimentos públicos estivesse concentrada em educação de base. O contrário, como ocorre, seria como “começar a construir uma casa pelo telhado”.

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Até o momento dessa publicação, o vídeo havia obtido cerca de 500 mil visualizações no Facebook e 12 mil no YouTube. Assista:

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