MBL é criticado pela Folha por “ocupar cargos comissionados” e reage em vídeo

A Folha publicou matéria procurando contradição entre discurso e prática do MBL, mas Kim Kataguiri gravou vídeo mostrando a íntegra da entrevista que concedeu ao autor do texto

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O Movimento Brasil Livre está no centro da ebulição política nacional desde as manifestações que conduziram ao impeachment de Dilma. A consequência disso é que está sempre visado, inclusive, pela grande imprensa. A Folha de S. Paulo publicou uma matéria procurando sustentar uma contradição entre o discurso do MBL contra o loteamento de cargos e a ocupação desses mesmos cargos que estaria sendo feita por figuras ligadas ao movimento.

Sob o título “Membros do MBL, de discurso contra o loteamento, ocupam cargos pelo país”, a reportagem assinada por Felipe Bächtold, com colaboração de Ana Luiza Albuquerque, identifica “lideranças do movimento nos protestos nomeadas para cargos”, além de em Florianópolis, também “em Porto Alegre, Goiânia, Caxias do Sul (RS) e São José dos Campos (SP)”. O perfil desses indicados seria “jovem e de início na carreira pública”.

A publicação relaciona os argumentos de algumas das prefeituras e secretarias, bem como do próprio MBL, para defender a moralidade dessas indicações. O ativista Kim Kataguiri, um dos ícones do MBL, afirma, de acordo com a Folha, que as “indicações foram ‘técnicas’, não políticas, e que o movimento quer levar ‘pessoas com capacidade para a máquina pública'”. A partir daí, a matéria confronta os indicados que investigou com as justificativas.

Com relação a Ramiro Zinder, ex-candidato a vereador pelo DEM em Florianópolis que hoje tem cargo na Secretaria de Turismo, por exemplo, Kim diz que ele “é qualificado para a função”. Sobre Silvio Fernandes, hoje presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais “com salário de mais de R$ 10 mil”, Kim afirma que ele “atua para ‘reformar a Previdência localmente’, como o movimento defende nacionalmente”, e que o que o MBL critica é “o cabide de emprego”.  Alguns representantes das prefeituras, como o prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan, se manifestaram sempre no sentido de defender a lisura das indicações e a qualificação dos indicados.

A reação do MBL

O Movimento reagiu prontamente em vídeo gravado por Kim e publicado em sua página negando a existência de qualquer contradição e chamando o autor da matéria de “militante político travestido de jornalista”. Kim sustentou que não houve qualquer conchavo realizado pelo movimento para os nomes em questão assumirem cargos, mas sim que eles os obtiveram por apresentarem a qualificação necessária.

Voltando-se ao jornalista, Kim perguntou se “ele fez essa mesma pesquisa com a UNE, o MST, ou com as indicações de cabides de emprego que de qualificação técnica não têm absolutamente nada”. Divulgou ainda, logo em seguida, a gravação integral da sua conversa com o próprio autor da matéria. E concluiu: “Até quando a Folha vai manter na sua folha de pagamento militantes políticos que se travestem de jornalistas?”. Confira:

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