Grupo “Bem-te-vis” acusa universidade de cancelar evento sobre Marxismo

O grupo maranhense de estudos liberais afirma que a Universidade Federal do Maranhão revogou a cessão do auditório para o evento em cima da hora

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(Foto: Divulgação / Bem-te-vis)
(Foto: Divulgação / Bem-te-vis)

O grupo de estudos maranhense vinculado ao Students For Liberty Brasil, o Bem-te-vis, cujo nome é uma homenagem ao apelido dos liberais do estado no século XIX, divulgou uma nota oficial questionando enfaticamente a Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O motivo foi o que alguns definiram como sendo uma autêntica censura.

Como foi divulgado inclusive neste Boletim, o grupo estava organizando para o último dia 30 de março, em auditório da universidade, o evento Por que o marxismo, embora desastroso, ainda é sedutor?, que contaria com o jornalista Linhares Júnior e o professor da própria instituição, Fabiano Lopes. Infelizmente, o evento não aconteceu.

A nota do Bem-te-vis

Segundo a nota do Bem-te-vis, o motivo foi o cancelamento da cessão do espaço onde o evento seria realizado, em cima da hora, por parte da universidade. O grupo alega que solicitou devidamente o espaço e só ficou sabendo que não poderia mais usá-lo menos de 24 horas antes do horário marcado, por meio de uma SMS. Ainda de acordo com o texto, “um dos organizadores foi tentar conversar com o indivíduo responsável pelo ato e lhe foi informado que os motivos do cancelamento seriam” todos relacionados à figura do palestrante Linhares.

O problema estaria nas “opiniões” de Linhares, que não gozariam de “simpatia entre os discentes e docentes do prédio, pois o jornalista seria um ‘intolerante, que não aceita divergências'”, e também em uma arte de cunho humorístico, criada pelo próprio Linhares para divulgar sua participação, em que ele se comparava ao personagem de terror Freddy Krueger e dizia que seria “a hora do pesadelo”. O grupo destaca que a arte não era parte do material oficial de divulgação do evento, sendo apenas uma brincadeira particular do convidado.

O Bem-te-vis lamenta que a decisão tenha prejudicado quem já havia se deslocado até a instituição e os membros do próprio grupo, “que investiram na divulgação do evento e na compra de livros que seriam sorteados”. Ressalta ainda que o porta-voz da universidade se recusou a fornecer um documento formalizando a negativa, “apesar de ser alertado de que os atos da administração pública devem ser formalizados”. O grupo defendeu o direito de todas as diferentes ideias se manifestarem e pediu desculpas pelo transtorno, garantindo ainda que o evento será realizado em breve, e será ainda maior.

Coordenadora do Bem-te-vis, a jovem Mylla Sampaio comentou: “A ofensividade é subjetiva e não pode ser parâmetro para censura. Quando o autoritarismo toma espaço de uma Universidade, o patrimonialismo ideológico se agiganta e a democracia é reduzida. E é por isso que ofensivo é um evento intitulado “por que o marxismo, embora desastroso, ainda é sedutor”, dever ser vetado, mas outro chamado “conservadorismo de c* é rola” acontece sem qualquer entrave burocrático”.

O que diz a universidade

O Boletim entrou em contato com a Universidade Federal do Maranhão na última sexta-feira, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.

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