Personalidades liberais e conservadoras comentam caos no Espírito Santo

Crise de segurança se instaurou quando, alegadamente impedidos por seus parentes em protesto por melhorias salariais e de condições de trabalho, PMs não foram trabalhar

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Forças Armadas nas ruas de Vitória para tentar suprir a ausência de policiais militares nas ruas (Gilson Borba/Futura Press/Folhapress)
Forças Armadas nas ruas de Vitória para tentar suprir a ausência de policiais militares nas ruas (Gilson Borba/Futura Press/Folhapress)

Desde o sábado, dia 4 de fevereiro, o estado do Espírito Santo vive dias de terror. Sem acordo com o governo estadual, as famílias dos policiais militares estão acampando, não permitindo que eles saiam para trabalhar, em reivindicação por melhores condições de trabalho e por um aumento de salário.

Selecionamos as manifestações de algumas personalidades liberais e conservadoras sobre o assunto ou sobre questões correlatas que surgiram no bojo da discussão, como a necessidade do armamento civil.

Rodrigo Constantino, economista e blogueiro:

“Para reverter esse quadro brasileiro, teremos que investir pesado na mudança cultural, no resgate de valores morais, e também nas instituições, no treinamento da polícia, na liberação do armamento para a população ordeira. O caos no Espírito Santo demonstrou de forma muito clara como precisamos seguir à contramão da receita esquerdista, que quer reduzir o policiamento ostensivo, desarmar o cidadão de bem, e subverter todos os valores morais com seu relativismo tosco, que coloca bandido como vítima e vítima como bandido. Precisamos justamente do contrário disso, ou seja, endireitar o país!”

Olavo de Carvalho, jornalista e professor:

“Se o cidadão não pode ter armas para se proteger mas, se tiver dinheiro, pode contratar seguranças armados para protegê-lo, a conseqüência mais óbvia e inevitável é que SÓ OS RICOS TÊM DIREITO À PROTEÇÃO ARMADA. Desarmamento civil é isso e nada mais.”

“Só há uma greve à qual sou cem por cento favorável: a greve geral dos seguranças de deputados, senadores, governadores, juízes do Supremo, ministros de Estado e, evidentemente, do dr. presidente da República. Deixem esses frouxos sem proteção por cinco minutos, e eles cairão de joelhos diante do povo.”

Alexandre Borges, publicitário e ex-diretor do Instituto Liberal:

 “Especialista de GloboNews diz que solução para a violência é menos “cultura do aprisionamento”. Como vai a aplicação da idéia no ES?”“Essa lamentável tragédia do povo capixaba precisa de narrativas alternativas, fora da esquerda, para que o Brasil aprenda a lição de que leis são para serem cumpridas e que sem policiamento não há ordem pública. Alguns membros da sociedade seguem leis, outros não, e para estes últimos existem a polícia, o judiciário e, se necessário, o sistema prisional. Sei que é raro conservadores burkeanos citarem Hobbes, mas o Espírito Santo se tornou uma triste lembrança do que o “estado da natureza” hobbesiano pode não ser apenas um devaneio de um autor visto como autoritário e quase niilista em busca da justificação das ditaduras. Hobbes viveu tempos conturbados e sua pouca fé no próximo é compreensível.”

Felipe Hermes, editor do site Spotniks:

“Estou em Vitória no Espírito Santo. Parabéns aos gênios que tiveram a ideia de dar o monopólio da segurança ao Estado e aprovar desarmamento.Deu super certo. Quando todas as armas forem de propriedade dos bandidos e do governo, estes decidirão de quem serão as demais propriedades’.”

Paulo Figueiredo Filho, ex-diretor do Instituto Liberal, economista e empresário:

“Enquanto o Espírito Santo virou terra de ninguém, com lojas saqueadas em massa em plena luz do dia e a população apavorada dentro de casa, aqui na Florida ontem um civil matou a tiros um membro de um bando que estava furtando o Walmart da área de Pine Hills (uma região razoavelmente perigosa perto de Orlando). O cidadão viu algo errado, agiu para impedir, se sentiu ameaçado, reagiu com a pistola que carregava e agora o vagabundo está se entendendo com o capeta, enquanto outros dois membros do bando fugiram com um carro que já tinham roubado anteriormente (provavelmente de algum trouxa desarmado). Com a população de bem armada é assim, o bandido nunca sabe de onde vem o tiro. E se a polícia por um acaso resolver fazer greve, tudo bem, ninguém fica dependendo da ajuda do Chapolim Colorado não.”

 

 

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