Professor conservador Rodrigo Jungmann tem sala depredada na UFPE

Vândalos fizeram pichações com referências ao comunismo; personalidades e instituições liberais e conservadoras manifestaram solidariedade

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Fonte: Blog do Jamildo

Na despedida de 2016, cenas de intolerância por parte da extrema esquerda voltaram a se fazer presentes nos noticiários brasileiros. Após o término de uma invasão na Universidade Federal de Pernambuco, o professor de Filosofia e doutor Rodrigo Jungmann, admirador de Olavo de Carvalho, que se define como “um católico relapso que gostaria de salvar o mundo do globalismo, do Islamismo e dos eurasianos”, encontrou, na volta ao trabalho, no último dia 26, sua sala vandalizada e depredada pelos alunos.

Além de livros revirados e muita bagunça, havia pichações com símbolos do comunismo e frases como “Stálin matou pouco”, “Te cuida, seu fascista! A América Latina vai ser toda socialista”, além de referências ofensivas ao filósofo Olavo de Carvalho. O professor foi mais uma vítima da quase criminalização da divergência dentro das universidades brasileiras. Em entrevista ao Blog do Jamildo, ele acusou diretamente o reitor da instituição, Anísio Brasileiro, de omissão e conivência com o ato covarde.

Foram muitas as manifestações de solidariedade ao professor. O jornalista Guilherme Macalossi, que comanda o programa Confronto, entrevistou o professor para tratar da “perseguição política que vem sofrendo em sua universidade e sobre o ato de vandalismo em sua sala”. Olavo de Carvalho também condenou o gesto de agressão. Portais voltados a liberais e conservadores, como o Jornalivre, repercutiram a notícia.

Rodrigo Constantino comentou: “Os responsáveis por isso são FASCISTAS stalinistas, simples assim. Tentam intimidar, levar no grito, são movidos por ódio. Chegaram a pichar que Stalin matou pouco. Mas, como são de esquerda e acusam os outros de ‘fascistas’, além de insistirem num discurso de ‘tolerância’ e ‘pluralidade’ da boca pra fora, a imprensa acaba dando guarida a esses perigosos delinquentes, e chamando seus atos bárbaros de ‘ocupações’. O professor Rodrigo Jungmann foi alvo de um grupo criminoso de baderneiros, só por divergências ideológicas. É um absurdo!”

Já o Movimento Brasil Livre expressou sua preocupação: “Falta pouco para começarem a queimar gente viva no meio da praça!” Em matéria para o site do Instituto Liberal de São Paulo, Vanessa Rodrigues acrescentou que “Jungmann já foi hostilizado por militantes em outras ocasiões: em um colóquio cujo tema era marxismo cultural, em um debate sobre o conflito Israel x Palestina e também numa palestra onde defendeu o Escola sem Partido em Caruaru”.

O movimento UFF Livre, de Niterói, concluiu: “Está claro que a invasão em si é criminosa, e o ataque sofrido pelo professor Rodrigo Jungmann é mais uma demonstração da truculência dos movimentos invasores nas faculdades federais. A ação é mostra da sociopatia e do autoritarismo dos alunos invasores.”

Confira algumas imagens do local divulgadas pelo próprio professor em seu perfil no Facebook:

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