Roberto Justus vai ao Pânico e se diz “liberal”

Ex-apresentador do Aprendiz não garantiu que concorrerá à presidência da República, mas defendeu privatizações e criticou a CLT

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Foto: Divulgação / Pânico

Depois da vitória de Donald Trump na disputa pelas eleições presidenciais nos Estados Unidos, o nome do empresário Roberto Justus, apresentador da versão brasileira do programa O Aprendiz – função que cabia ao magnata da hotelaria no programa original -, começou a ser ventilado para uma possível disputa ao Palácio do Planalto.

Convidado pelo programa Pânico no Rádio, Justus hesitou em assumir o compromisso, mas dissertou longamente sobre a política brasileira e afirmou que está examinando a possibilidade, que teria hoje cerca de 15 % de chances de acontecer. O detalhe é que Roberto Justus afirmou ser liberal. Segundo ele, muitos recursos que o Brasil possui são desperdiçados com o nosso “Estado lerdo” e a “burocracia” e o país precisa ser modernizado para que se crie “um ambiente de negócios”. Para ele, o melhor projeto social “é o emprego” – numa citação semelhante à do ex-presidente americano conservador Ronald Reagan. Roberto defendeu ainda que “capital e Estado não deveriam se misturar”, que não deveriam existir empresas estatais e que isso reduziria a corrupção.

“Sou liberal, sou uma pessoa favorável à livre negociação. Os países onde não há leis trabalhistas são os que mais empregam. (…) Se um dia enxergarem que precisamos tirar essa faca no pescoço dos empresários chamada CLT, muda tudo nesse país”, disse ele. Apesar desse posicionamento, Justus elogiou o presidente Democrata dos EUA, Barack Obama, fez críticas a um suposto “racismo” de Donald Trump e também destacou que a grande desigualdade social no Brasil é um gravíssimo problema.

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